Quero o cinzeiro antigo
e a caixa de Pandora
e a cor de fumo do vestido que vesti
no dia em que fui contigo espreitar a hora...
Quero dar passos atrás, sorrindo de querer
coisas sem sentido
nos restos do tempo, nas sombras da hora...
Quero que os ramos sacudam na minha janela
toadas de tudo, toadas de nada
flor amarela da minha alvorada.
Quero pingos de amor migalhas de confetti e chuvas de côr
sem tempo contado... quero o despertar contigo a meu lado
quero chuva, quero vento, quero sol
trancada em fita de laço
tão longe do mundo - só no teu abraço!
Ana Daniel
Olá, Mia. Vinha retribuir a visitinha que vossemecê fez à minha casa perdida no éter. Então, naquela minha pachorra que nunca foi, arreei o meu Silvano -a menina não conhece, é o meu jerico- e, toc...toc..., marchamos até Lisboa para visitar o seu jardim. Que lindo menina! Até estou mudo de espanto e cansadinho de todo por andar a correr atrás do jumento. Então não é que ele inclinou para as suas flores? Ai o raio da besta...fosca-se -a menina desculpe, que até fiquei despalavrado...assim meio aparvalhado...entendeu?
ResponderEliminar